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Dolmen da Arca da Cerqueira - detalhe

Designação

Designação

Dolmen da Arca da Cerqueira

Outras Designações

Dolmen da Casa da Moura

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Dolmen

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Aveiro / Sever do Vouga / Couto de Esteves

Endereço / Local

Lugar de Cerqueira
Couto de Esteves

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 29/90, DR, I Série, n.º 163, de 17-07-1990 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrições

Nota Histórico-Artistica

"Dolmen da Arca da Cerqueira", também conhecido por "Dolmen da Casa da Moura" ou simplesmente "Casa da Moura", como serão mais amplamente entendidos estes exemplares megalíticos pelas populações locais e regionais, para as quais os vestígios mais antigos de ocupação humana nos seus termos geográficos se reportarão ao tempo da ocupação muçulmana, situa-se, em todo o caso, na orla de um caminho montanhês, a comprovar, no fundo, a relevância estratégica e simbólica do local.
A estação arqueológica foi objecto de uma primeira intervenção em meados dos anos cinquenta do século XX, da responsabilidade dos arqueólogos A. Castro, Octávio Reinaldo da Veiga Ferreira (1917-?) e Abel Viana (?-1964), que escavaram a câmara sepulcral, de planta poligonal, com aproximadamente três metros e meio de largura máxima por três de comprimento. Composto de câmara funerária com nove esteios in situ e laje de cobertura de consideráveis dimensões, assim como de um corredor longo, com cerca de quatro metros e meio de comprimento, voltado a nascente e conservando onze dos esteios que o comporiam na origem, o sítio era integralmente envolvido por mamoa - tumulus - constituída por material terroso e pétreo, a par de um anel lítico de contrafortagem de todo o sepulcro.
Edificado em pleno Neo-Calcolítico (ou durante a "Pré-História Recente") desta região do actual território português, entre finais do 4.º milénio e a primeira metade do 3.º milénio a. C., o monumento foi estudado de novo nas últimas duas décadas, essencialmente mercê da intervenção de Ana Bettencourt, da Universidade do Minho, que aí escavou em finais dos anos oitenta, procedendo-se de igual modo à consolidação da câmara e da mamoa.
Do espólio recolhido no local, destacam-se artefactos tão diversificados quanto uma ponta de seta e três lâminas de sílex, para além de exemplares de dormentes e moventes e fragmentos áureos.
O dolmen integra uma necrópole megalítica, de cujos exemplares primitivos foram identificados, até ao momento, oito elementos.
[AMartins]

Imagens

Bibliografia

Título

"Antiguidades Pré-históricas de Lafões. Contribuição para o estudo da Arqueologia de Portugal"

Local

Coimbra

Data

1921

Autor(es)

GIRÃO, Aristides de Amorim

Título

""300 Sítios arqueológicos visitáveis em Portugal", Al-madan"

Local

Almada

Data

2001

Autor(es)

RAPOSO, Jorge

Título

""Acerca dos monumentos dólmenicos da bacia do Vouga", Actas do 23º Congresso Luso-Espanhol para o Progresso das Ciências"

Local

Coimbra

Data

1957

Autor(es)

VIANA, Abel, CASTRO, Luís de Albuquerque e, CASTRO, Octávio Ferreira

Título

""Campanha de escavação e consolidação da Mamoa 1 da Cerqueira, Serra de Arestal - Sever do Vouga", Arqueologia"

Local

Porto

Data

1989

Autor(es)

BETTENCOURT, Ana Maria dos Santos

Título

""Momentos megalíticos da Serra do Arestal (Sever do Vouga - Vale de Cambra). Inventário preliminar", Portugália"

Local

Porto

Data

1990

Autor(es)

BETTENCOURT, Ana Maria dos Santos, REBELO, Teresa M. H.