Pastelaria Mexicana, incluindo o seu património artístico integrado - detalhe

Designação

Designação

Pastelaria Mexicana, incluindo o seu património artístico integrado

Outras Designações

-

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pastelaria

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Lisboa / Areeiro

Endereço / Local

Avenida Guerra Junqueiro
Lisboa

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 262/2014, DR, 2.ª série, n.º 71, de 10-04-2014 (ver Portaria)
Parecer de 26-09-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a classificação da "Pastelaria Mexicana, incluindo o seu património artístico integrado" como MIP
Proposta de 20-09-2012 da DRCLVTejo para reapreciação do processo
Despacho de homologação de 8-07-1996 do Ministro da Cultura
Despacho de abertura de 25-07-1994 do presidente do IPPAR
Parecer de 12-07-1994 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como IIP
Proposta de classificação de 11-02-1994, de Manuel Ferreira Chaves e Michel Touussaint Alves Pereira

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Não

Abrangido por outra classificação

Não

Património Mundial

-

Descrições

Nota Histórico-Artistica

A Pastelaria Mexicana foi integralmente remodelada em 1961/62, segundo projeto do arquiteto modernista Jorge Ribeiro Ferreira Chaves. Ocupando quatro pisos de um prédio dos anos 40, com o rés do chão e a primeira cave destinados ao serviço do público, o estabelecimento prolonga-se para a rua em esplanada coberta por pala de betão com letreiro luminoso, sendo de destacar a continuidade formal entre fachada e interiores, estes caracterizados pela fluidez da modulação espacial e pela coerência estética que resultam do nivelamento dos pisos, do tratamento das paredes e tetos e da manutenção de algum mobiliário, dos elementos decorativos e do sistema de iluminação de origem.
Entre o património integrado merecem particular relevo alguns revestimentos cerâmicos, nomeadamente o painel Sol Mexicano, de Querubim Lapa, os candeeiros, mesas e cadeiras das salas de chá e café, o relógio, a cabine telefónica interior e o "passarinhário", entre outros.
No seu conjunto, a Pastelaria Mexicana constitui, tanto pela conceção espacial como pelos elementos decorativos integrados, um notável testemunho das tendências expressionistas do movimento da Arquitetura Moderna em Portugal, traduzindo exemplarmente a adaptação das linguagens internacionais e do organicismo típico da década de 1960 numa verdadeira "'obra total".
Sílvia Leite / DGPC / 2013

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