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Coreto da Praça do Almada - detalhe

Designação

Designação

Coreto da Praça do Almada

Outras Designações

-

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Coreto

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Póvoa de Varzim / Póvoa de Varzim, Beiriz e Argivai

Endereço / Local

Praça do Almada (no lado norte/poente da jardim público da praça)
Póvoa de Varzim
0000 000 -

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

Decreto n.º 67/97, DR, I Série-B, n.º 301, de 31-12-1997 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrições

Nota Histórico-Artistica

A Praça do Almada deve ao sua designação à homenagem que os poveiros quiseram prestar ao corregedor D. Francisco de Almada e Mendonça que, no século XVIII, defendeu os interesses da cidade, tendo sido um dos principais impulsionadores da concretização da Provisão Régia de D. Maria I, com data de 1791, que previa a construção de uma série de equipamentos públicos de grande importância local: a abertura da praça (que viria a ser designada pelo seu nome) para feiras e mercados; a construção de um aqueduto para conduzir a água desde Coelheiro até a esta mesma praça; a edificação de um novo espaço para os Paços do Concelho e a construção de um paredão na enseada. Na verdade, a centúria de Setecentos foi decisiva para a Póvoa de Varzim, registando-se um significativo crescimento demográfico e económico.
Por outro lado, este século condicionou o crescimento urbanístico subsequente, tendo como ponto fundamental a Praça do Almada. Para além da influência na malha urbana, este espaço reúne em seu redor um importante conjunto arquitectónico, a par de um conjunto de símbolos do poder municipal, como são o pelourinho e o novo edifício dos Paços do Concelho.
O primeiro esforço para construir um coreto no local remonta a 1896, tratando-se, muito possivelmente, de uma estrutura efémera, como aconteceu um pouco por todo o país. Só em 1904 se procedeu à sua efectiva edificação, inaugurando no ano seguinte com a actuação da Banda Povense.
Associado ao surgimento e florescimento das bandas filarmónicas, de que a Banda Povense é um bom exemplo, este palco era simultaneamente um pólo dinamizador de reuniões, concertos e discussões.
De planta hexagonal (forma que se repete até à cobertura), o coreto segue uma tipologia comum, com as instalações sanitárias de apoio, em alvenaria, no registo térreo, e o espaço para actuação e convívio no registo seguinte. Este, é circunscrito por uma guarda de ferro fundido aberta na zona da escada de acesso, com guarda idêntica. Em cada um dos ângulos do hexágono, ergue-se uma das seis colunas que suportam a cobertura, rematada por lanternim, ambas com decorações de influência oriental.
É bem visível neste coreto a utilização da arquitectura do ferro, que recorre a uma inspiração oriental muito marcada, ainda que aplicada numa gramática geométrica e estilizada. De gosto romântico, esta estrutura destaca-se pela cobertura, em chapa metálica escura, com cercadura rendilhada de tons claros, que se articula com as colunas. Remata o conjunto um lanternim, sobrepujado por um pináculo.
Se, por um lado, o coreto revela o gosto da burguesia local, por outro, deixa antever uma sociedade que tem tempo de lazer, que passeia nas principais artérias da vila para ver e ser vista.
(Rosário Carvalho)