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Igreja de São Domingos - detalhe

Designação

Designação

Igreja de São Domingos

Outras Designações

-

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Lisboa / Santa Maria Maior

Endereço / Local

Rua de D. Duarte
Lisboa
0000 Lisboa

Rua Barros Queirós
Lisboa
0000 Lisboa

Largo de São Domingos
Lisboa
0000 Lisboa

Largo Barros Queirós
Lisboa
0000 Lisboa

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 5 046, DG, I Série, n.º 268, de 11-12-1918 (ver Decreto)

ZEP

Despacho de 18-10-2011 do Director do IGESPAR, I.P. a concordar com o parecer e a devolver o processo à DRCLVTejo para apresentar propostas de ZEP individuais, ou conjuntas nos casos em que tal se justifique
Parecer de 10-10-2011 da SPA do CNC a propor o arquivamento
Proposta de 22-08-2006 da DRLÇIsboa para a ZEP conjunta do castelo de São Jorge e restos das cercas de Lisboa, Baixa Pombalina e imóveis classificados na sua área envolvente

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrições

Nota Histórico-Artistica

Tendo sido lançada a primeira pedra no ano de 1241, e alvo de sucessivas e diferentes campanhas de obras que lhe foram alterando e adicionando a traça primitiva, data de 1748 a reforma efectuada na capela-mor pelo arquitecto Ludovice, acabando por ser a única zona do templo poupada ao terramoto de 1755. Seguidamente, a igreja foi reconstruída por Manuel Caetano de Sousa, que reaproveitou o portal e a sacada sobrejacente pertencentes à Capela-Real do Paço da Ribeira. Em 1954 um incêndio destruiu o seu interior que, ainda assim, sobressai pelas colunas gigantes e pela policromia dos seus mármores.
Em termos formais, esta Igreja conventual denuncia uma arquitectura barroca, de planta em cruz latina. Enquanto que exteriormente é caracterizada pelas suas linhas simples, o interior ainda revela alguma da sua notória riqueza ecléctica. Assim, serão dignos de realce, não apenas o aspecto grandioso de todo o espaço interior, como os próprios mármores e pinturas, infelizmente hoje desaparecidos.
Atestando as diferentes campanhas de obras que o seu espaço sofreu desde o século XIII, verificamos que a arquitectura, tanto da sacristia, como da portaria, ainda conservam alguns dos traços maneiristas. Estilo este, que pode ser de igual modo observado nos túmulos e nos lambris de azulejos de ponta de diamante existentes na sacristia. A nave única da igreja possuí quatro altares colaterais simples em vãos de arco pleno, separadas por colunas duplas compósitas encimadas por tribuna e janelas, encontrando-se nos topos do transepto uma capela e coro-alto. A capela-mor encontra-se dividida, a meio, por colunas duplas compósitas, contendo um retábulo com trono e colunas que apoiam os vestígios do antigo grupo escultórico. O tecto do templo é em falsa abóbada de berço, decorado a manganês e ocre mediante a técnica do esponjado. A igreja possui, ainda, uma cripta, também ela abobadada, com lambril de azulejos, e onde se encontram os túmulos de D. João de Castro, capelão de D. João.
[AMartins]

Imagens