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Edifício do Museu Nacional de Arte Antiga - detalhe

Designação

Designação

Edifício do Museu Nacional de Arte Antiga

Outras Designações

Museu das Janelas Verdes
Palácio Alvor

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Museu

Inventário Temático

-

Localization

Divisão Administrativa

Lisboa / Lisboa / Estrela

Endereço / Local

Rua das Janelas Verdes
Lisboa

Número de Polícia: 9

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 516/71, DG, I Série, n.º 274, de 22-11-1971 (ver Decreto)

ZEP

Portaria n.º 512/98, DR, I Série-B, n.º 183, de 10-08-1998 (sem restrições) (ZEP do Museu Nacional de Arte Antiga e dos imóveis classificados na sua área envolvente) (ver Portaria)
Edital n.º 3/97 de 8-05-1996 da CM de Lisboa
Despacho de homologação de 20-03-1980 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer favorável de 20-03-1980 da COISPCN
Proposta de 8-11-1977 da DGEMN para a ZEP do Edifício do Museu Nacional de Arte Antiga e outros imóveis
Despacho de homologação de 8-07-1969 do Subsecretário de Estado da Administração Escolar
Parecer favorável de 4-07-1969 da 4.ª Sub-Secção da 2.ª Secção da JNE
Proposta de 17-06-1969 da DGEMN para a ZEP do Edifício do Museu Nacional de Arte Antiga

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

World Heritage

-

Descrições

Nota Histórico-Artistica

Instalado no antigo palácio do século XVIII que pertenceu aos Condes de Alvor, o Museu Nacional de Arte Antiga é o mais antigo e mais importante do país. A sua história começa em 1884, ano em que foi criado sob a designação de Museu Nacional de Belas-Artes e Arqueologia. Posteriormente, mudou de nome e de atribuições ao sabor das vagas político-ideológicas que se sucederam em Portugal ao longo das primeiras décadas do século XX, mas em nenhum momento foi secundarizada a recolha, estudo e exposição de obras de arte que afluiam ao Museu. Entre 1982 e 1983 foi objecto de uma reforma museológica que permitiu uma melhor exposição do principal núcleo - a colecção de pintura portuguesa - e em anos recentes este processo de renovação foi alargado a todo o conjunto. O ecletismo do acervo do Museu está bem expresso nos vários núcleos que alberga, desde a imaginária medieval, propriedade do Comandante Vilhena e doada após a sua morte, até ao mobiliário português, passando pela arte namban ou pela pintura europeia da Idade Moderna e, claro, pelo núcleo de pintura antiga portuguesa.
PAF

Descrições

Do jardim do palácio ao jardim do museu

Type

Enquadramento Arquitectónico, Urbano e Paisagístico

Description

Jardim
O Museu Nacional de Arte Antiga encontra-se instalado no palácio dos Condes de Alvor, a poente de Santos, numa colina sobranceira ao rio. Integra um jardim que se abre sobre o Tejo, ao longo de uma vasta plataforma suportada por um alto muro de suporte. O jardim quase trapezoidal excede 3.000m2 definindo-se em torno de dois eixos de simetria perpendiculares, cruzados num pequeno tanque circular de cantaria do qual jorra água por uma bica: o eixo principal que arranca do corpo destacado do palácio, identificável pela loggia; o eixo secundário, mais extenso e paralelo à fachada do edifício, também de terra batida ou sarrisca. Este último é intercetado em rotundas por outros caminhos perpendiculares, delimitando canteiros relvados, cruzados por diagonais de lajetas e rematado a nascente por uma fonte de espaldar, na qual se integram cantarias de distintas proveniências. Várias esculturas distribuem-se pelo jardim sobre plintos por vezes cobertos de hera. A poente impõe-se a esplanada pelas elevadas pérgolas metálicas que se destacam entre floreiras, sobre um antigo armazém. Subsistem no local árvores com alguma relevância, tanto pelas dimensões como por testemunhos da utilização continuada e secular do jardim. Refere-se apenas jacarandás, tílias, pimenteiras bastardas, ciprestes e até uma araucária. Acrescem-se arbustivas e herbáceas de espécies vulgares.
História
A construção do palácio iniciou-se por 1698 a instâncias do 1º conde de Alvor, D. Francisco de Távora. Transitou posteriormente por vários proprietários. Em 1759 o edifício estava arrendado ao embaixador alemão conde de Metch, sendo ocupado depois pelo cônsul holandês e contratador de diamantes Gabriel Gildemeester que realizou relevantes obras de beneficiação. Em 1763 foi adquirido por Paulo Carvalho e Mendonça. Herdado por Sebastião José Carvalho e Melo vem a permanecer durante praticamente o séc. XIX na posse da família Pombal. A cartografia de 1780 distingue de forma precisa talhões e alinhamentos de árvores nos terrenos do palácio e do contíguo Convento das Albertas. A "Carta Topographica da Cidade de Lisboa e seus Arredores" de Filipe Folque, datada de 1856-58, é ilustrativa: o jardim estaria encerrado a poente pelo convento e a norte pelo palácio; teria como acesso a escadaria associada ao corpo principal do palácio; subsistia a estrutura axial centrada por um pequeno lago, dissimulada pelos canteiros de feição romântica. O desenho datado de 1861 acentua a imagem romântica do jardim frequentado por D. Amélia, imperatriz viúva do Brasil, coberto de frondosas folhosas e resinosas que dissimulavam a fachada. Representações de 1871 diluem os eixos pela naturalização de canteiros, registando para além do tanque circular central, um outro lobulado a poente. Desconhecem-se quais as alterações no jardim sequentes à incorporação do velho convento carmelita nos bens do Estado em 1890 e muito menos quais as promovidas por José de Figueiredo. No "Levantamento da Planta de Lisboa" de Silva Pinto, datado de 1904-11, há um retorno ao formalismo acentuando o eixo ou caminho longitudinal, fechado a poente por um anexo ou pavilhão. Prevalecem nos canteiros as formas naturalizadas a nascente e as rígidas, circulares ou concêntricas, a poente. Em 1950 simplifica-se o traçado reajustando-se formas. Desde então várias intervenções foram concretizadas contribuindo de forma indelével para a atual imagem do jardim. Destacam-se as obras promovidas pelos anos 80, aquando a XVII Exposição Europeia de Arte, Ciência e Cultura e as concretizadas pelos anos 90 o séc. XX, respeitando as orientações de João Ceregeiro, arquiteto paisagista ou o projeto de Francisco Caldeira Cabral, filho que se limitou a conciliar exigências programáticas com as reminiscências vivas ou inertes do passado, através de uma abordagem de feição tradicionalista.
Rita Basto (estágio curricular AP), Mário Fortes e Teresa Portela Marques (orientadores de estágio)
DGPC, 2015.

Images

Bibliografia

Título

"Palácios e solares portuguezes (Col. Encyclopedia pela imagem)"

Local

Porto

Data

1900

Autor(es)

SEQUEIRA, Gustavo de Matos